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FIFA18 inova pouco mas se mantém soberano


“A bola foi fraquinha, fraquinha, nem deu pra acreditar que entrou”. Essa é uma das narrações de Tiago Leifert em FIFA18, e mostra a mudança mais fácil de ser notada na nova versão do game. Seja um jogador casual ou que dedique mais tempo ao jogo, a primeira grande impressão é de que o goleiro não está pegando muitas bolas que vão em direção ao gol. Mas essa é só uma das novidades.

O jogo dentro de campo ganhou refinamentos. Os passes estão mais úteis e precisos, valorizando a troca de bolas no meio de campo e, mais importante, oferecendo a oportunidade de jogar um futebol mais cadenciado se este for o estilo preferido do gamer. A correria pelas pontas continua presente, com jogadas rápidas e cruzamentos rasteiros, que irritam muitos jogadores e haviam reduzido na versão anterior. O chute de longa distância ganhou um acabamento melhor, com efeito visível na trajetória da bola, tornando mais fácil entender porque o goleiro não pegou aquele pombo sem asa lá do meio da rua. Mas a maior mudança, no entanto, foi a melhor adaptação ao engine Frostbite – implementado no FIFA17 – que entrega interações muito melhores entre os atletas em campo, variações climáticas mais notáveis e desgaste do campo muito mais detalhado. Tudo isso ajuda muito na ambientação de uma partida de futebol, assim como a presença das arquibancadas, que variam conforme o local do jogo. A narração com Tiago Leifert e Caio Ribeiro ainda divide opiniões. Há quem goste do jeito descontraído e quem se irrite por preferir algo mais real, como se estivessem realmente transmitindo uma partida. Já os times brasileiros – são 16 no total – seguem com jogadores genéricos, decepcionando os torcedores brasileiros, apesar dos uniformes atualizados.

A série FIFA conseguiu envolver e cativar seus fãs com modos de jogo inovadores e profundos, que garantem uma longa vida útil. E eles continuam a brilhar em FIFA18. O Ultimate Team ganha cada vez mais profundidade e continua a recompensar fãs dedicados com oportunidades interessantes para ganhar mais moedas, como a nova Squad Battles, que oferece desafios contra outros times montados por usuários, incluindo alguns famosos no cenário de pró-players. Ao acumular vitórias contra essas outras equipes, o time sobe em uma escala para ganhar prêmios ao final de cada temporada. Seguem no jogo ainda o FUT Champions, que fez muito sucesso com o weekend league, e o Draft Online, em que recebe-se futebolistas de destaque para montar um time e jogar contra outros gerando recompensas conforme o número de partidas vencidas. O porém é que o UT continua engessado, sem possibilidade de editar as escalações – é obrigatório utilizar as oferecidas pelo jogo – ou mesmo de algo que seria muito divertido como personalizar o escudo e cores do time.

O modo Carreira ganhou novos implementos para recriar melhor a ambientação, tornando o jogo menos sistemático. As contratações que movimentam esse modo de jogo ainda não estão excelentes mas seguem evoluindo. O novo aqui são as negociações interativas em que o jogador pode optar se quer ou não participar da ação em que o manager se reúne com o representante do outro time para discutir amigavelmente sobre a transação.

Pra quem gosta de jogar nos modos online, FIFA18 não traz nenhuma novidade. Permanecem o Pro Clubs, os Amistosos Online, as Temporadas e as Temporadas Co-Op. Não dá pra sentir nenhuma emoção além das quais já se faziam presentes nos jogos anteriores.

Destaque mesmo é a continuação de A Jornada, novamente com Alex Hunter, personagem principal da história, que viverá desafios diferentes na carreira, passando por negociações frustradas até a volta ao estrelato. O mais legal é o início do jogo, que se passa em uma favela no Brasil, com uma disputa 3×3 em quadra de rua, que fez muitos sonharem com um modo “Fifa Street” dentro do jogo quando vazou uma imagem antes do lançamento. Assim como no ano anterior, o defeito de A Jornada é aquela sensação de que não importam as escolhas tomadas, o desempenho nos jogos, o destino será sempre o mesmo. Por outro lado, agora é possível personalizar Hunter com cortes de cabelos, vestuário e tatuagens ousadas. Uma curiosidade é que se o jogo estiver em português, Alex Hunter e outros personagens fictícios serão dublados, mas personalidades como Rio Ferdinand e Cristiano Ronaldo terão seus áudios originais reproduzidos em inglês.

FIFA continua um excelente jogo de futebol, principalmente por contar com modos de jogo variados e profundos, que dão espaço a todo tipo de jogador, desde o casual até o que mergulha de cabeça no game e joga somente ele. O jogo apresenta menus bonitos e intuitivos, que mesclam informações do jogo, do mundo do futebol e vídeos em uma interface moderna. Dentro de campo as mudanças foram poucas mas suficientes para agregar ainda mais ao que já era bom.

FIFA18 lança nesta sexta, dia 29, para PS4, Xbox One, PC e Nintendo Switch, com versão diferenciada, não avaliada neste review.


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