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BGS 2017: Detroit: Become Human entrega experiência tensa e narrativa profunda


A Quantic Dream, velha conhecida dos donos de consoles da Sony, já entregou várias vezes games com uma narrativas profundas e tópicos sérios, mas nenhum parece ser tão ambicioso como o próximo exclusivo para Playstation 4: Detroit: Become Human.

Na demo disponível no estande da Playstation, tivemos a chance de experimentar a passagem do primeiro trailer apresentado na E3 de 2016. Em um futuro onde máquinas com consciência própria são vendidas como um produto qualquer, controlamos Connor, um ciborgue utilizado pela polícia para negociar com outro robô, que atacou seus donos e fez uma refém.

O objetivo dado era investigar a casa da família e levantar o maior número de pistas e evidências, para que as chances de sucesso durante a negociação fossem as maiores possíveis. Mesmo com a opção de destacar os pontos de interesse, a situação exigia atenção aos detalhes no cenário, para que nenhum objeto ficasse sem análise. Durante toda essa fase, uma sensação de urgência constante atormenta o jogador, já que o crime continuava em andamento, trazendo uma tensão positivamente instigante.

Além de analisar pontos de interesse, é possível assistir os acontecimentos anteriores a partir de algumas evidências na cena do crime. Analisando alguns objetos e corpos das vítimas, conseguimos informações sobre o modelo do ciborgue que estamos lidando, como ocorreu o crime e até os motivos que levaram a máquina a se voltar contra sua própria família.

É interessante como mesmo a situação dependendo de seu personagem, os humanos na cena do crime mostram total indiferença a Connor, tratando-o com desprezo e evidenciando a situação de inferioridade que as máquinas são colocadas.

Para interagir com o ambiente, o game utiliza as funcionalidades do controle do PS4 como o touch pad, trazendo um pouco mais do que simplesmente apertar botões. Pode parecer um pouco confuso no início, mas é uma fuga do tradicional. O posicionamento da câmera, seguindo a linha de games com clima mais “cinematográfico”, às vezes pode atrapalhar um pouco por conta do espaço que o personagem toma da tela, principalmente quando você está procurando pistas, já que a visão acaba ficando um pouco prejudicada.

A parte de escolhas, mecânica clássica de jogos focados em narrativa, se destaca no momento em que confrontamos o ciborgue com a refém. O jogo nos mostra a porcentagem de chance da negociação ser bem sucedida, a partir das pistas e informações coletadas, porém, a linha de diálogo e as ações que escolhemos são tão importantes quanto. Mesmo tendo um sucesso parcial ao resgatar a refém, essa cena conseguiu criar uma sensação de perigo e ansiedade, que nos fez escolher cada parte da conversa e movimento com total cuidado, pois qualquer erro poderia ser fatal.

Detroit: Become Human entregou uma experiência intensa e visualmente deslumbrante durante nossa curta jogatina. Aqueles poucos minutos foram o suficiente para fazer com que nos preocupemos com aquele universo e as ações que tomávamos, nos deixando cada vez mais confiante que o novo exclusivo da Sony será uma experiência imperdível. O game estará disponível no Playstation 4 em 2018.


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