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COD: WWII sabe como agradar fãs e abrir caminho para novatos


A série Call of Duty resolveu voltar às origens e investir pesado em um campo de batalha indiscutível para jogos de guerra: A Segunda Guerra Mundial. E o tiro foi certeiro. A série conseguiu reconquistar velhos fãs e agradar a quem resolveu começar a jogar este ano, já que deixou de lado as inovações futurísticas usadas nos últimos anos para trazer uma experiência bonita e honesta, seja no modo campanha ou nos multiplayers, incluindo aí o Zumbis Nazistas. Falaremos dos três a seguir:

MODO CAMPANHA

O Modo Campanha voltou a ganhar significancia, mesmo entregando um enredo simples, sem as tramas complicadas e cheias de reviravoltas que estiveram presentes em alguns dos últimos Call of Duty. O jogo conta a história de Daniels, um jovem texano que saiu do interior dos Estados Unidos e sua companhia cheia de clichês, que servirá na Grande Guerra. O superior autoritário está lá, assim como o nerd de óculos que gosta de registrar tudo com fotografias. Inclusive, a história é narrada por meio de cartas que Daniels envia para a família, completamente “já vi isso antes”.

A maior novidade é a recuperação de vida, que agora necessita o uso de equipamentos médicos em vez de apenas aguardar para que o personagem fosse curado. Porém, mesmo no modo Veterano – o mais difícil disponível – os kits de primeiros socorros são abundantes e em raras oportunidades passa-se aperto por não ter vida.

O ponto alto na campanha são os gráficos. Por vezes as cenas mostradas se assemelham com filmes, tudo criado com uma riqueza de detalhes. A história, por sua vez, deixa a desejar, já que, como um soldado de um batalhão, não é você que vai salvar o mundo sozinho, apesar de ser protagonista em diversas ações primordiais para o sucesso dos aliados. As missões em que é necessário passar desapercebido pelos inimigos também são fracas. O mercado tem muitos jogos entregando ótimas experiências em stealth, então fica aquele porquê daquilo em um jogo focado em tiro em primeira pessoa.

A Campanha vale a pena. Mas o grande motivo que leva as pessoas a comprar COD: WWII é o multiplayer.

MULTIPLAYER

O modo mais jogado de Call of Duty veio recheado de novidades, mas que pode não agradar a todos, principalmente aos mais acostumados aos últimos jogos da franquia.

As mudanças saltam aos olhos, começando pelo sistema de construção de personagem. A Sledgehammer – produtora do game – arriscou e abandonou de vez o já estabelecido e amado modo de personalização, conhecido como “pick ten”, onde tudo era altamente “modificável” na sua classe, como, por exemplo, abandonar a arma secundária para ganhar um espaço de sobra para modificar a principal. Agora o sistema é bem mais engessado e percebe-se que se trata de uma tentativa para equilibrar o jogo.

O novo sistema de Divisões apresenta atributos especiais exclusivos conforme a escolha e ainda garante ajudas diferenciadas ao subir o nível da divisão. Outra singularidade diz respeito à arma utilizada, pois os benefícios da divisão só serão aproveitados em sua plenitude se houver uma harmonia entre arma e divisão. Ao escolher a divisão de Infantaria, que trabalha com fuzis de assalto, é possível de início usar a habilidade de “baioneta”, que usa uma lâmina pontiaguda na ponta do rifle para matar os oponentes com um único golpe.

Os perks foram substituídos por Treinamentos Básicos, que funcionam de maneira bem parecida, mas foram bem enxugados e divididos entre os atributos exclusivos das Divisões. Muitos jogadores veteranos de Call of Duty vão torcer o nariz com essas mudanças, pois ficou impossível montar as clássicas classes apelativas, como a combinação de invisibilidade à radares em conjunto com silenciadores, visto que ambos são atributos exclusivos das classes Aérea e Montanha respectivamente.

As séries de pontuação ainda estão lá e no melhor estilo clássico da série. No geral, não estão apelativas, mas com bem mais relevância que na última empreitada da série, Infinite Warfare, onde não fazia tanta diferença usá-las com frequência.

A variedade e o equilíbrio das armas estão bem satisfatórias e estão na média dos jogos anteriores da franquia. O destaque negativo fica por conta dos mapas, tanto na quantidade quanto no level design, ponto fraco da Sledgehammer. São 9 mapas para os modos multiplayer mais jogados: Mata Mata em Equipe e Dominação. Um mapa – Carantan – é exclusivo para quem fez a compra do season pass e outros 3 só para o modo Guerra, o que torna esse o Call of Duty com menos mapas para o modo multiplayer padrão já lançado.

O modo Guerra é mais uma tentativa de dar um novo fôlego ao modo multiplayer. Nele o jogador deve cumprir diversos objetivos sequenciais e bem originais para ter êxito na partida, priorizando o trabalho em equipe, ou seja, um prato cheio para grupos de amigos traçarem estratégias para garantir a conquista a cada nova etapa.

A maior inovação do multiplayer também é o seu maior problema: o Quartel General. A premissa é um sistema de lobby que seja um local de interação para os jogadores entre as partidas. Foi criado até um sistema de level social que parece ser bem interessante, mas como o sistema simplesmente não funciona – até o momento desta avaliação – torna-se uma tarefa quase impossível subir o seu nível social. Para isso, seria necessário compartilhar suas maiores conquistas com a comunidade, tais como prestigio de nível de personagem, de classe, de armas e aquisições em caixas de recompensas. Ainda assim, o futuro do Quartel General é bem promissor e revitaliza o antigo e arcaico menu, transformando-o em um moderno sistema de lobby, que já é tendência em outros jogos, e deve ser apriomorado no futuro da franquia Call of Duty.

No geral, a Sledgehammer entrega um grande trabalho no multiplayer. O modo é extremamente divertido e bem acabado. As partidas fluem de maneira impecável, grande parte devido aos servidores dedicados utilizados no jogo, inclusive no Brasil. Até mesmo jogando contra players de outros países a experiência costuma ser bem agradável.

O gameplay continua frenético e entrega o que há de melhor no DNA da franquia, sem inovações mirabolantes e arriscadas no modo de jogar. Sem dúvidas a Sledgehammer acertou em cheio ao trazer de volta a jogabilidade raiz e apostar no equilíbrio do jogo. Detalhes como missões diárias, prestígios de classes, armas e do jogador aumentam muito a longevidade desse modo de jogo e, ainda que o tenha os seus problemas, podemos afirmar que Call of Duty voltou aos trilhos e continuará reinando dentre os multiplayers de tiro.

ZUMBIS NAZISTAS

Os 3 modos de jogo de COD:WWII podem ser considerados jogos separados, cada um com sua particularidade. E Zumbis Nazistas também tem as suas. O modo permite equipes de 4 pessoas a sobreviverem a seguidas hordas de zumbis em um cenário que vai se abrindo conforme ganha-se pontos – chamados de Trancos – que servem também para comprar armas melhores ou adquirir habilidades especiais durante a partida.

Mas antes de começar a jornada, é preciso configurar sua classe. Cada qual tem seus poderes especiais e características únicas, como auto-ressuscitação ou atrair os inimigos. O ideal aqui é cada membro do time utilizar um tipo de classe, visto que todas as particularidades se complementam.

Ao começar o jogo, os participantes estão presos em um ambiente limitado, mas com o decorrer do jogo, novas missões são descobertas e precisam ser realizadas para desbloquear as outras áreas, que por sua vez contém mais opções de itens e armas. Se o personagem utilizado morrer, os aliados podem revivê-lo durante um tempo, que conforme diminui, acaba por tirar as perks equipadas. Caso o tempo se esgote, o personagem morre definitivamente durante aquela horda, mas volta ao jogo assim que os colegas conseguirem terminar com os zumbis.

O modo conta com várias particularidades, incluindo as caixas de recompensas com itens exclusivos para este modo de jogo. Por enquanto, só há uma missão disponível: The Final Reich, mas é suficientemente grande para prender o jogador por horas e horas.

CONCLUSÃO

Não a toa o novo Call of Duty: WWII voltou a se estabelecer em vendas, principalmente comparado ao antecessor. O jogo traz uma história agradável, com gráficos incríveis, principalmente nas versões otimizadas para 4K e HDR. O multiplayer padrão – aquele que todos mais jogam – estão interessantes e bem balanceados. As inovações não tiram o brilho e as características amadas pelos fãs da franquia. Talvez seja o COD ideal para um novato estrear na franquia e se sentir à vontade.


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