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História e criaturas se destacam em Digimon Story: Cyber Sleuth – Hacker’s Memory


Digimon retorna com força total neste novo episódio, Digimon Story: Cyber Sleuth – Hacker’s Memory que, não por acaso, remete ao nome do jogo anterior, Digimon Story Cyber Sleuth. O mais interessante é que o jogo não é uma sequência, já que conta a história prévia ao título de 2016. Ainda assim, Hacker’s Memory é um jogo que pode ser muito bem apreciado por qualquer jogador, mesmo sem contato com o antecessor.

Hacker’s Memory acontece em um futuro próximo e é bem mais maduro do que normalmente se espera de um jogo Digimon. Nele, as pessoas vivem paralelamente na realidade e no mundo virtual denominado Eden. A história parte do roubo da identidade do jovem Keisuke Amazawa, personagem principal e hacker, que é acusado de vários crimes virtuais. Keisuke, então, embarca nesta aventura em busca de seus dados e de sua reputação de bom moço. Para isso, conta com a ajuda de um grupo hacker, chamado Hudie, e de novos amigos.

Pode-se dizer que o ponto alto do jogo é a história, pois ela é muito bem resolvida. As reviravoltas são de cair o queixo e as amizades marcam de verdade, com o desenvolvimento da afinidade dos personagens e pitadas de humor que fazem gargalhar no meio da jogatina. O que pode atrapalhar e até afastar alguns jogadores é que a dublagem do jogo é toda em japonês. Mesmo com  legendas em inglês, é essencial o domínio da língua para extrair o que tem de melhor no game.

RPG tradicional

A jogabilidade é muito boa e quem jogou Persona 5 vai se sentir em casa. A mecânica é praticamente a mesma nos dois games. A relação entre os personagens do grupo Hudie, compra de itens e ações mais burocráticas são executadas no mundo real, mas é no mundo virtual que a ação e a empolgação tomam conta. O combate é no estilo clássico de RPGs de turno e tudo funciona de maneira primorosa. O jogador pode contar com mais de 300 Digimons à sua inteira disposição, porém só 3 podem ser escolhidos para ficar de frente na sua linha de batalha. Vários outros podem compor o time reserva e, sacrificando um turno de batalha, é possível alterar totalmente sua linha de frente.

A parte boa é que mesmo com essa quantidade imensa de monstrinhos, as estratégias de batalhas podem ser facilmente escolhidas devido à simplicidade dos tipos de Digimons. São apenas quatro: Virus, Vaccine, Data e No Relation. Virus causam danos maiores em Data, que sobrepõe Vaccine e Vaccine supera Virus, como no jogo “pedra, papel e tesoura”. O tipo No Relation é o equilíbrio entre os três tipos principais, sem sobrepor e nem ter desvantagem sobre os outros tipos.

O jogo também inova ao incorporar mais modos de luta nas batalhas, em capítulos mais avançados. Em um deles é possível lutar em uma espécie de tabuleiro, com novas regras de combate, disputa de territórios e metas que devem ser alcançadas para que chegue a vitória. Em outro modo, o jogador deve conquistar pontos estratégicos no mapa de jogo, que cancelam vantagens do chefão à ser enfrentado. Essas missões podem ser realizadas a qualquer momento, o que aumenta significativamente o fator estratégia em determinadas fases.

No mundo virtual do game existe ainda o Digilab, onde é possível criar novas criaturas. Ali também é possível desenvolver habilidades, criar ilhas virtuais de treinamento para os Digimons, jogar multiplayer online e comprar alguns itens.

Fraca ambientação

A parte visual do game deixa bastante a desejar com gráficos simples demais e texturas borradas. Tudo piora bastante devido à repetição de ambientes, que são constantemente revisitados durante o desenvolvimento da história. Assim, nota-se constantemente a falta de esmero no design e os gráficos ruins das fases.

Digimon: Cyber Sleuth – Hacker’s Memory faz um excelente trabalho de fan service, colocando à disposição dos jogadores aficionados pela franquia uma variedade incrível de monstrinhos virtuais. O Digilab é uma incrível ferramenta de personalização, criação, treinamento e desenvolvimento. O jogador pode ficar horas só testando diferentes versões de Digimon e criando cenários de desenvolvimento de habilidades.

A história interessante e sua jogabilidade sólida somadas às infinitas possibilidades de estratégias de batalhas, ainda que de maneira simples e de fácil entendimento, aumentam bastante a longevidade do game. Certamente os fãs da franquia serão bem mais atraídos pelo game mas, mesmo os que não são simpatizantes pelos monstrinhos digitais, podem ter gratas surpresas ao jogar Hacker’s Memory.

Digimon: Cyber Sleuth – Hacker’s Memory é um jogo desenvolvido pela Media.Vision e publicado pela Bandai Nanco. Foi lançado dia 19 de Janeiro no ocidente para o Playstation 4 e Playstation Vita.

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