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Jogabilidade morta enterra I, Zombie, para Switch


Quando a porta para a publicação de jogos independentes nas mais variadas plataformas foi aberta, surgiu uma onda de jogos de qualidade extremamente alta, porém também vieram algumas porcarias feitas por qualquer um, algumas inclusive ganhando ares cult. Com a Nintendo Switch, os jogadores estiveram protegidos deste tipo de game nos primeiros meses, em que a Nintendo monitorou conteúdo e tentou ser um pouco mais seletiva com o que apareceu no eShop.

Confirmado o estrondoso sucesso do novo console, todas as desenvolvedoras desejam emplacar jogos no Switch – exceto EA, certo? -, o que é entendível como um fato positivo. Por outro lado, agora são dezenas de jogos lançados semanalmente no aparelho, dos quais geralmente apenas um punhado valem realmente o investimento. I, Zombie – não confundir com o iZombie, o popular programa de televisão do Netflix – está no lado barato. É preciso pensar duas vezes para adquirir este game.

Eu, Zumbi?

I, Zombie é um jogo de estratégia, e para ser justo, é o que parece dizer ser. O jogador assume papel de um zumbi que deve tentar transformar os inimigos em mortos-vivos para que estes possam ajudá-lo. Basta encontrá-los e encerrar suas barras de vida para se tornarem instantaneamente seus escravos. É possível emitir comandos, como seguir, ficar ou atacar. Os comandos são essenciais, principalmente para enfrentar alguns dos guardas de patrulhas com metralhadoras, que podem destruir seu personagem em segundos, mas têm poucas chances de sobrevivência ao enfrentar uma horda de zumbis.

Cada nível é praticamente a mesma coisa. Haverão obstáculos no caminho, como edifícios, e os guardas andarão no mesmo perímetro uma e outra vez. A precisão dos movimentos é necessária para evitar ser detectado. Normalmente, é essencial construir sua horda antes de enfrentar os inimigos. Uma fase termina quando  todos os inimigos são derrotados, ou transformados em zumbis. Ao concluir um estágio, o jogador recebe um ranking de estrelas, dependendo de quantos zumbis chegaram ao fim e quanto tempo demorou para completar o nível. A maioria dos estágios leva muito pouco tempo para vencer – alguns em menos de 20 segundos.

De morrer!

O conceito central de se esgueirar e acumular um exército de mortos-vivos funciona bem. No entanto, a jogabilidade é monótona e repetitiva, assim como os gráficos e a música. Toda a apresentação deixa muito a desejar. Parece um port sem capricho de um jogo básico para dispositivos mobile. À medida que os níveis progridem, parecem estar sempre se repetindo. Os personagens se assemelham e o modo de enfrentar os inimigos e a estratégia desenvolvida são exatamente as mesmas. Muitas vezes, inclusive, não é claro em que ponto um personagem irá vê-lo, parece até ser um bug do jogo.

Uma falta perturbadora de power-ups ou colecionáveis ​​significa que uma vez concluído o primeiro nível, o todo o jogo parece decifrado. O único ponto brilhante de I, Zombie é o editor de nível. Isso permite criar seus próprios níveis e compartilhá-los on-line. Mesmo tentando inúmeras criações, novamente, os mesmos problemas surgirão. Não importa quanta janela ajeite-se em um estágio, ainda parecerá o mesmo estágio que acabou de jogar.

Se você está procurando um jogo básico e não muito desafiador, sem profundo comprometimento com a estratégia, então I, Zombie é seu título. O game poderia tentar até aproveitar o cenário de apocalipse Zumbi e utilizar de horror cômico e comédia gore – como Plants Vs Zombies – mas os desenvolvedores não aplicaram esses conceitos. Diferentemente da descrição oficial do jogo, cada cenário requer a mesma estratégia e quase nenhum elemento tático surpreendente. Junte zumbis, não seja visto pelos guardas, e repita.

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