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Raging Justice reencarna clássicos das ‘brigas de rua’


Bons tempos dos fliperamas em que reinavam soberanos os jogos de “briga de rua”, que hoje atendem pelo charmoso nome de “Beat’em up”. Sempre havia a oportunidade de, acompanhado de amigos, bater em dinossauros, marginais, vilões de histórias em quadrinhos, inimigos medievais e tudo que fosse possível imaginar. A ação do jogo era vista sempre lateralmente, e a progressão ocorria da esquerda para a direita da tela. Muitos desses jogos envelheceram bem e ainda conquistam corações mesmo com o estilo repetitivo – que se resume em andar e bater em inimigos, afinal, era essa a premissa do jogo.

Raging Justice, lançado recentemente para PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One, chega para resgatar aquela sensação de sentar a porrada sem compromisso, desviar de gordões que avançam atropelando quem estiver no caminho, comer frango assado do chão ou enfrentar chefões que enchem a tela de capangas.

Logo no tutorial fica bem claro que os desenvolvedores de Raging Justice – a Team 17 – fizeram uma grande homenagem aos jogos antigos como Streets of Rage e Final Fight. Ele oferece o pacote completo, a começar pelo premissa de uma cidade corrompida pelo caos onde o crime domina e a polícia está desacreditada. Claro que a desamparada população só pode os contar com a ajuda de um ex-policial, uma militar e uma menina muito esperta! (lembra bem a formação do Streets of Rage).

Logo no tutorial fica bem claro que os desenvolvedores de Raging Justice – a Team 17 – fizeram uma grande homenagem aos jogos antigos como Streets of Rage e Final Fight. Ele oferece o pacote completo, a começar pelo premissa de uma cidade corrompida pelo caos onde o crime domina e a polícia está desacreditada. Claro que a desamparada população só pode os contar com a ajuda de um ex-policial, uma militar e uma menina muito esperta! (lembra bem a formação do Streets of Rage).

Pancadão evoluído

Talvez o que mais distancie Raging Justice de outros “Beat’em Up” seja seu visual moderno.

Os cenários são bonitos com um certo requinte de detalhes e um clima de sujeira em tudo. Combina muito bem com o plot e faz muitas referências aos dos jogos dos anos 90, com as latas de lixo clássicas, cabines de telefone e hidrantes quebráveis.

Os personagens são muito bem moldados e possuem um visual realístico apesar de serem bem caricatos. Os vilões, especialmente, não fogem do clássico, afinal uma moça de short jeans com um cabelo colorido ou um grandalhão de blazer que atira dinamite não é nenhuma novidade.

Botão de soco, botão de chute

É possível dizer que Raging Justice entrega o feijão com arroz no quesito jogabilidade, oferecendo o básico da briga de rua: soco, chute, pulo e um golpe especial giratório, essencial em alguns momentos, mas que custa um pouco da barra de energia – como sempre. Além disso, tocando duas vezes o direcional para frente o personagem faz uma dash que derruba capangas e tira a defesa de chefões. Esse golpe salva muitas vidas ao longo do jogo.

Não poderiam faltar também os muitos tipos de armas, como espadas, taco de baseball, facas garrafas e até um trator para atropelar e esmagar tudo pela frente.

Não poderiam faltar também os muitos tipos de armas, como espadas, taco de baseball, facas garrafas e até um trator para atropelar e esmagar tudo pela frente.

Mas não é só dessa violência toda que vive este jogo. Por vários momentos é possível encarnar o policial bom (e esse é um status do jogo), dar voz de prisão e algemar, ao invés de espancar o meliante!

Não é preciso nem dizer que ao final de cada fase está um chefão caricato que exige muito para ser derrotado – e nem que mais para frente ele voltara como um simples capanga!

Justiça

Raging Justice sem duvidas é um jogo para mexer com a nostalgia, começando pelos desenvolvedores, muitos dos quais faziam parte das fileiras gloriosas da Rare.

A repetição exaustiva funcionava bem nos anos 90 e ainda tem certo charme, mas se comparado às possibilidades dos jogos atuais, fica um pouco inviável. Isso pode inclusive ter influênciado na longevidade do jogo, já que é possível terminá-lo mesmo cansado de fazer a mesma coisa o tempo todo com os mesmos inimigos.

Também faz muita falta um modo co-op online, já que só é possível compartilhar a aventura com um amigo localmente. Um jogo que parece ter sido criado para co-op perde muito apelo ao simplesmente não oferecer um modo que traria mais dinamismo.

O jogo conta com 3 opções de dificuldade, que também determinam a quantidade de continues disponíveis na jornada. Um diferencial interessante é poder retomar o jogo da fase em que morreu, mas com os status mantidos do último gameplay.

Por fim, Raging Justice entrega um Beat’em Up que brilha em saudosismo mas sem um sabor extra que a atual geração precisa.

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