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Sword Art Online: Fatal Bullet foca no fanservice, mas entrega gameplay para todos


Em comemoração ao quinto aniversário da franquia Sword Art Online, a Bandai Namco entregou de presente aos fãs o último game da série, intitulado Sword Art Online: Fatal Bullet, lançado para Playstation 4 e marcando sua estreia no Xbox One e PC.

Fatal Bullet se passa em um setting já conhecido dos fãs do anime de SAO, o universo do game Gun Gale Online, um MMO em realidade virtual onde os jogadores disputam entre si primariamente com armas de fogo.

Na história, controlamos um jogador iniciante, que após o convite de uma amiga de infância, começa a jogar Gun Gale online para auxiliá-la na busca de um item raro. Depois de uma série de eventos, descobre-se que esse item era uma inteligência artificial conhecida como ArFA-Sys, que acaba se tornando parceira do protagonista. Tanto seu personagem, quanto a IA são completamente customizáveis, tanto na aparência, quanto na parte de atributos e habilidades, que podem ser distribuídos cada vez que eles sobem de nível.

Durante esses acontecimentos, conhecemos alguns personagens que farão parte da história e os heróis dos jogos anteriores da franquia, como Kirito e Asuna, que poderão ser recrutados para sua equipe durante a jogatina.

Nas primeiras horas, Fatal Bullet não dá descanso ao jogador enquanto introduz diversos personagens, conceitos, nomes e ideias que provavelmente fazem sentido para quem já acompanha a franquia, porém, quem está chegando agora, pode acabar se sentindo um pouco pressionado, pois são muitas informações e backstories para se inteirar, e que acabam tendo apenas a função de interligar os jogos antigos com este.

Após toda essa exposição e tutoriais, o jogador recebe a missão de ficar mais forte para participar de um evento especial que acontecerá em breve, e para isso, além de subir de nível, precisa recuperar partes perdidas de sua parceira IA para que a mesma tenha acesso a todas suas funções.

Ao mesmo tempo em que Fatal Bullet parece querer receber novos jogadores ao universo de Sword Art Online, acaba atropelando um pouco o andamento do jogo, depositando muita exposição em suas primeiras horas, ainda mais que quando a história começa a se desenvolver, ela acaba não se focando muito em quase nenhuma dessas informações, ou desenvolvendo esses personagens.

Ao passar pelo começo um pouco arrastado, o jogador é recompensado pelo aspecto em que SAO: FB brilha: o gameplay. Fatal Bullet traz uma mistura acertada de RPG de ação e tiro em terceira pessoa, tendo um ritmo frenético e ação a todo o momento em que seus personagens estão em um dos belos campos abertos, ou nas masmorras não tão belas e um pouco repetitivas.

Ao adentrar o campo de batalha, a ação frenética toma conta da tela. Inimigos não param de aparecer por todos os cantos, obrigando o jogador a estar atento à sua volta.
Durante o combate, é possível utilizar diversos tipos de armas que se adequam ao estilo de jogo de cada um, desde armas de longo alcance como rifles de precisão, até armas de corpo-a-corpo como espadas.

A mistura de estilos fica bem evidente durante as batalhas, já que Fatal Bullet tem uma opção de auxiliar de mira (uma dica: sempre deixe essa opção ligada em momentos agitados), que se prende automaticamente em inimigos dentro de sua área de alcance, porém, assim como em RPGs, existe uma porcentagem de chance para que seus ataques errem ou acertem em pontos fracos. Para atingir o oponente com precisão, é necessário mirar manualmente.

Além de duas armas, é possível equipar seu personagem e IA com diversos dispositivos e habilidades, que podem alterar completamente o estilo de jogo. São granadas, kits de primeiros socorros, habilidades físicas e buffs, que funcionam novamente como em RPGs mais tradicionais. É possível levar mais dois membros para a sua equipe com habilidades e armas já pré-determinadas, quanto maior sua afinidade com cada um desses membros, mais chances de se relacionar com eles.

Fatal Bullet apresenta um sistema de loot bem similar ao de jogos como Diablo e Borderlands: conclua missões principais, paralelas, ou derrote certos inimigos para receber um número absurdo de armas e equipamentos. Cada uma delas com atributos diferentes, que podem servir para momentos específicos, ou para alterar o estilo de jogo.

Também é possível construir e fortificar armas, usando-se das peças ou armas que não seriam utilizadas, possibilitando que itens que seriam apenas “peso morto” tenham uma serventia maior.

No departamento Multiplayer, é possível se unir a times de até quatro pessoas e disputar partidas contra outros jogadores, ou contra inimigos poderosos controlados pelo computador. A partir desses modos de jogo, você recebe alguns prêmios e pode entrar nos rankings que são mostrados no saguão principal.

Sword Art Online: Fatal Bullet é exatamente o que se esperaria de um game comemorativo da franquia: celebra todos os personagens e histórias passadas de maneira que os fãs sintam que está tudo interligado, e ao mesmo tempo inova em seu gameplay para manter a experiência fresca. O game acaba se inundando com tantas explicações e mecânicas logo no começo, que podem confundir os novatos na série, porém, a mistura de RPG e tiro em terceira pessoa é a motivação suficiente para manter o interesse durante a aventura.

[Código de review enviado pela Bandai Namco.]

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