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[Review] City of Brass entrega desafio mas peca na repetição


Com a crescente popularização de games de grande porte que enfatizam a dificuldade e os desafios impostos ao jogador nos últimos anos, a procura por esse tipo de conteúdo teve um visível aumento. Porém, desafios e dificuldade elevada sempre foram características marcantes dos chamados “roguelike”, games que focam primeiramente na exploração de labirintos, ou mapas normalmente gerados automaticamente.

Com City of Brass, a Uppercut Games traz todo o desafio e características que você pode esperar desses tipos de jogos, mas com um diferencial: o jogo inteiro é em primeira pessoa, o que possibilita uma maior imersão no universo apresentado. No game, você está no controle de um ladrão que está em busca de um misterioso tesouro escondido numa cidade, onde você encontrará gênios, mortos vivos e outras criaturas num setting à la “uma noite nas arábias”.

Por mais simples que a história e a construção do protagonista silencioso sejam, a maneira como tudo é apresentado deixa a desejar. O jogador é introduzido àqueles acontecimentos apenas com uma curta cutscene e alguns textos no tutorial. Ainda que o foco do game seja o gameplay, seria interessante ter um pouco mais de conteúdo.

Contando com um pouco mais de dez fases, o objetivo do jogador é simples: chegar até o final de cada mapa dentro do limite de tempo, coletando todo o tesouro que conseguir. Caso morra, o jogador terá que recomeçar do zero, perdendo tudo o que coletou até o momento. Durante o caminho, você encontrará diversos inimigos e armadilhas atrapalhando seu caminho. Isso somado com o tempo limite e o fato que ao morrer o jogador volta ao começo do game, o sentimento de urgência faz com que completar cada uma dessas fases seja um desafio enorme.

A cada duas ou três fases, você terá a missão de enfrentar um boss, que estará localizado em qualquer ponto do mapa. Derrote o inimigo, pegue a chave, e avance para o próximo nível. Cada vez que um desses chefes é derrotado, um portal se abrirá no início do jogo, possibilitando que você continue da fase seguinte ao boss caso morra, porém, sem seus itens e dinheiro coletados anteriormente.

Por mais que exista certa variedade de inimigos e cenários, após algumas fases, o jogo começa a mostrar um pouco de repetição, já que pela maior parte do tempo você apenas lidará com os mesmos inimigos e desviará de três ou quatro tipos de armadilhas, atrás dos mesmos objetivos. Até as lutas com os chefes são em parte anticlimáticas, já que esses são apenas versões mais fortes de inimigos comuns.

Mas não é só de inimigos e armadilhas que vive um herói. É possível encontrar espalhados pelas fases alguns gênios “mercadores” que vendem alguns upgrades para as armas e habilidades do protagonista, além de oferecer benefícios como um NPC ajudante, e a possibilidade de manter parte de seu tesouro ou upgrades caso morra. Como o protagonista porta uma lâmpada mágica, é possível se utilizar de seus desejos (limitados) para trocar os itens ou valores de algumas dessas lojas. É importante lembrar que nem todos os gênios estão dispostos a te oferecer ajuda, alguns deles irão te atacar, porém, esses podem ser convertidos com o uso das lâmpadas.

Caso o jogador não esteja interessado em todo esse desafio, e queira aproveitar um pouco mais do que o jogo tem a oferecer, City of Brass apresenta o sistema de “Bênçãos e Fardos”, onde o jogador pode escolher entre algumas opções que facilitam o jogo (bênçãos) como mais vida, menos inimigos, menos armadilhas, ou, que dificultem ainda mais (fardos) como mais armadilhas, inimigos mais fortes, etc. Usar essas opções impedem que a pontuação daquela partida entre nos rankings online.  Para aqueles que apenas querem aproveitar o jogo, a utilização de bênçãos é quase que essencial, já que em alguns momentos, são tantos inimigos e armadilhas na tela ao mesmo tempo, que a experiência “crua” passa a ser mais frustrante do que desafiadora.

O gameplay e os visuais de City of Brass sem dúvidas são o ponto alto do game. Simples de se controlar, o protagonista conta com uma espada e um chicote, que tem diversas funções como derrubar inimigos, alcançar itens distantes e se balançar em lugares destacados. Com os upgrades dos gênios, é possível correr mais rápido, pular mais alto, vestir armaduras e modificar os elementos ou a maneira que a espada e o chicote funcionam.

No departamento visual, City of Brass surpreende com seu estilo de arte cartunesco e sua grande variedade de cores. Cada inimigo, locação e detalhes, emanam personalidade o suficiente para fazer com que o jogador se perca naquele universo.

City of Brass é um game que todos os amantes de games com alta dificuldade e desafios deveria dar uma chance. Porém, para aqueles que apenas gostariam de apreciar sua beleza visual e seu setting interessante, vão lidar com muita frustração e repetição para conseguir chegar ao seu final.

City of Brass já está disponível para Xbox One, Playstation 4 e PC.

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